Entrevistas

Marcelo Nilo diz que Bellintani não pode chegar como "coronel" no PSB e comenta possível volta da reeleição na AL-BA

20 de Setembro de 2019 às 12h40 - Por: Rafael Albuquerque Foto: PNotícias
[Marcelo Nilo diz que Bellintani não pode chegar como

Deputado federal também falou sobre sua atuação na Câmara e disse que Bolsonaro "sente ciúmes de Moro"

PNotícias: o senhor ficou dez anos à frente da Assembleia Legislativa e vinte anos como deputado. Como o senhor percebe o clima na Câmara Federal? É o que o senhor esperava?
Marcelo Nilo:
na verdade, eu nunca imaginei ser deputado federal. Sempre sonhei em ser deputado estadual e, um dia, governador. Eu imaginava um Congresso com pessoas mais preocupadas com o povo e o que vejo é uma grande parte olhando para o próprio umbigo. No caso da Reforma da Previdência, a maioria esmagadora dos deputados votou por conta de uma emenda parlamentar que foi dada pelo governo Bolsonaro. Eu votei contra. É um ‘toma lá dá cá’ mais vergonhoso da história do país. As negociações foram feitas durante o cafezinho entre o representante do governo e os deputados. É uma vergonha! E eu disse isso em discurso na Câmara, na presença do atual ministro da Casa Civil, que esteve lá para conferir se o deputado que ganhou a emenda ia votar.

PNotícias: é impressão ou o senhor não está tão animado com a Câmara Federal?
Marcelo Nilo:
pelo contrário. Estou muito animado. Só estou dizendo que eu não imaginava uma Câmara com tantos parlamentares que não pensassem exclusivamente no povo. O deputado estadual, por estar muito próximo ao povo, ele pensa muito mais no povo do que em sem umbigo. Já o deputado federal não. Existem lá as rodinhas, existe lá o centrão que manda nas votações e, consequentemente, eles pensam em seu umbigo. Eu prefeito votar contra a reforma da previdência porque ela é muito perversa com as pessoas que ganham pouco salário. Pra você ter ideia, esse trilhão que dizem que vão ser economizados, 83% sairão do bolso de quem ganha até 2,4 salários mínimos. Pra mim foi uma vergonha no Congresso essa votação.

PNotícias: agora, esse ‘toma lá dá cá’ sempre existiu, não?
Marcelo Nilo:
sempre existiu, mas parece agora as informações que tenho é que é muito mais escancarado, muito mais exposto. A Folha, o jornal de mais credibilidade no país, fez uma matéria dizendo que houve reunião com participação dos líderes partidários, com Onyx Lorenzoni presente, onde o alto clero vai receber 80 milhões de reais em emendas, o baixo clero, que são os deputados que não falam muito, que não debatem muito, vão receber 40 milhões. Foi o ‘toma lá dá cá’ mais vergonhoso da história do país.

PNotícias: antes de desembarcar no PSB, o senhor passou pelo partido do presidente Bolsonaro, o PSL. O senhor acha que se tivesse continuado no PSL, o senhor poderia galgar uma candidatura ao governo da Bahia nas próximas eleições?
Marcelo Nilo:
eu fui 20 anos do PSDB. Saí porque p PSDB apoiou as forças carlistas na Bahia. Fui pro PDT. Saí porque o PDT também apoiou as forças carlistas na época. Saí fui pro PSL. Formei o partido com oito deputados estaduais, aí entrou o Bolsonaro. Tive que sair. Se eu ficasse no PSL e saísse candidato a governador, óbvio que eu teria uma grande votação. Mas eu prefiro ser deputado federal com uma votação muito menor do que estar no partido do presidente Jair Bolsonaro, porque não acredito no projeto político dele. Eu acho que é o presidente mais despreparado da história desse país. É um homem que não consegue fazer uma frase sem ofender alguém. Brigou com o presidente da França, brigou com a presidente da Alemanha, brigou com o presidente da Noruega. Chamou o futuro presidente da Argentina de bandido. Brigou com o povo do Chile quando ofendeu o pai da ex-presidente Michele Bachelet. Brigou com cientistas do INPE porque disse que o desmatamento dobrou. Na verdade, não dobrou, quase triplicou. Pra mim é o presidente mais despreparado da história desse país. Eu acho que se o país continuar nessa situação, com um presidente que não se preocupa com a educação, não se preocupa com saúde, com a segurança. Qual é a prioridade do governo? É a retomada do crescimento? É óbvio que a inflação está controlada, mas é por falta de demanda, é por falta de o povo ter poder aquisitivo pra comprar. É um governo que se continuar do jeito que está o Brasil vai afundar.

PNotícias: o senhor acredita que Bolsonaro sai do PSL?
Marcelo Nilo:
que nada, aquilo é charminho. O que Bolsonaro diz de manhã, ele não segura de tarde. Se for verificar, pelo menos ele já recuou umas cem vezes nesse início de governo. Ele diz uma coisa e depois diz outra. De manhã disse que demitiu o chefe da polícia federal, à tarde o manteve. De manhã disse que não ia para ONU, à tarde disse que ia. Ele não consegue manter a palavra dele. É um presidente despreparado. Óbvio que existem 2% dos ‘bolsonaristas’ do Brasil que são de extrema direita, que defendem a ditadura, e que são muito alinhados a ele. Pode tocar fogo no país que tá bom pra eles. Mas eu diria que a maioria esmagadora da população brasileira está insatisfeita.

PNotícias: qual sua opinião sobre o rombo nas contas da assembleia? Muito se falou no caixa da AL-BA, quando o senhor deixou a presidência. Eu lembro até que Coronel, o sucessor do senhor, chegou a devolver aproximadamente 500 mil reais, e no ano seguinte tinha um rombo nas contas. Como o senhor avalia essa gestão posterior à do senhor?
Marcelo Nilo:
olha, eu prefiro falar da minha gestão. Foi uma gestão onde éramos o segundo poder legislativo do País mais austero. Nós éramos o segundo que gastava menos no País. Eu saí e entrou o Angelo Coronel, que agora é problema dos deputados estaduais e principalmente do presidente Nelson Leal. Não é rombo, mas o déficit, segundo as informações da Assembleia e, também, segundo informações do próprio presidente Nelson Leal, é de R$ 183 milhões. Ou seja, há o déficit, mas eu prefiro esquecer a assembleia. Eu acho que a vida deve pensar no passo seguinte e não um passo atrás.

PNotícias: o senhor deixou alguma coisa desse déficit?
Marcelo Nilo:
não, eu deixei 40 milhões de reais em caixa. Deixei o orçamento com 43 milhões pra ele poder gastar em novos investimentos e ele gastou e devolveu 555 mil, que na verdade, já foi uma propaganda antecipada do número dele de candidato a senador. Eu assumi o compromisso comigo mesmo de nunca estar falando mal do seguinte. Eu acho que esse negócio já passou. Eu agora tô pensando mais longe, como deputado federal. Tenho uma delação muito boa com Angelo Coronel, gosto muito do filho dele, Pedro Coronel. Eu acho que isso é passado e agora um problema dos atuais deputados estaduais.

PNotícias: mas na campanha ao Senado o senhor votou com Jutahy.
Marcelo Nilo:
eu votei com Jutahy. Primeiro, eu só voto em quem eu acredito, e naquele momento eu acreditava em Jaques Wagner Jutahy, e resolvi não votar em Coronel. Óbvio que sofri retaliações, o governo do estado não gostou, pois eles estavam apoiando Coronel e eu respeito. Mas na minha visão fui retaliado e já disse isso ao próprio governador, já disse de público. Pra mim é coisa do passado. Você sabe que na campanha entre Marcelo Nilo e Coronel ele apoiou Coronel para presidente da Assembleia, mas eu não queria cometer o mesmo erro que ele cometeu, afinal é uma amizade de 40 anos. Jutahy pra mim é um dos homens mais sérios que conheci na vida pública, então eu resolvi apoiar ele e não estou arrependido. Votei em Jaques Wagner, pois acredito nele, e votei em Jutahy, mesmo sabendo que dificilmente ele ganharia.  Então, eu votei e votaria de novo.

PNotícias: deputado, qual sua relação hoje com o governador Rui Costa?
Marcelo Nilo:
temos uma relação muito boa, eu gosto muito do governador Rui Costa. Pra mim é o maior gestor que conheci na vida. Ele é um grande gestor, grande homem público, grande companheiro. Estou muito satisfeito com ele, gosto dele, votei nele. Antes dele ser governador, éramos muito próximos, mas o cargo muitas vezes afasta, pelos afazeres. Mas eu tenho um respeito muito grande pelo govenador Rui Costa.

PNotícias: eu vi uma entrevista da deputada Fabíola Mansur dizendo que a retirada da senadora Lídice da Mata da chapa majoritária foi um feminicídio político. Qual sua opinião sobre isso?
Marcelo Nilo
: olha, eu diria a você que na eleição que passou foi um absurdo tirar a companheira Lídice da Mata da Chapa. Ela tem um currículo invejável, já foi vereadora, deputada estadual, prefeita, senadora, deputada constituinte, duas vezes candidata a governadora. Ela é séria, muito respeitada no Congresso Nacional, mas as forças de Jaques Wagner e Rui Costa preferiram tirar Lídice da Mata e colocar Angelo Coronel. Como eles têm força política, fizeram isso. Tenho certeza absoluta que no futuro eles se arrependerão, porque isso vai ficar marcado na história da Bahia, você tirar uma pessoa com a história de Lídice pra colocar uma pessoa como Angelo Coronel numa chapa. Diria que foi um dos maiores erros políticos que vi. Eu vi muitos erros políticos: eu vi Waldir Pires renunciar o governo do estado pra sair vice de Ulisses; eu vi César Borges deixar de ser senador na chapa de Jaques Wagner pra ser na chapa de Geddel; e eu vi o governador Jaques Wanger e o governador Rui Costa tirarem Lídice da Mata da chapa. Mas paciência. Eles estavam muito fortes, praticamente não tinham candidato em contrário. Tomaram essa decisão. A gente tem que aceitar porque a gente só briga politicamente quando você está com a arma na mão, quando você tá forte politicamente.

PNotícias: e para as eleições municipais, o PSB vai se posicionar de que maneira?
Marcelo Nilo:
em Salvador nós temos duas opções. Primeiro, Lídice da Mata, que está pontuando muito bem, ser candidata a prefeita. Segundo, o Bellitnani, que falam que ele virá a ser candidato a prefeito de Salvador. Se ele for mesmo candidato da base de Rui Costa, provavelmente será pelo PSB. Se ele vier, teremos esse candidato muito forte.

PNotícias: é um desejo do PSB?
Marcelo Nilo:
não vou dizer desejo, mas o partido estará aberto para conversar. É óbvio que ele não pode vir como coronel, como general, ele tem que vir como soldado. Tem que entrar no partido, conquistar o partido e ser candidato. Se ele vier, será muito bem-vindo. Todo mundo sabe que sou Vitória e um amigo meu me perguntou: ‘se ele for candidato pelo PSB e perto das eleições tiver um BAxVI, você vai torcer por quem?’. Eu respondi que vou torcer pelo Vitória, porque meu coração é muito maior do que os interesses políticos (risos).

PNotícias: a Câmara dos Deputados defendeu o fundo eleitoral e também o teto para doações. Qual a opinião do senhor?
Marcelo Nilo:
primeiro, eu sou contra financiamento privado de campanha. Agora, esse valor é muito alto. Sou contra o valor do financiamento público. Acho que temos que reduzir um pouco, pois está muito elevado para uma eleição municipal. Mas as doações podem ser de pessoas físicas, a jurídica não pode. Eu acho que cada vez mais temos que baratear as campanhas. Já proibiram muitas coisas como artistas, outdoor, showmício, etc. Mas ainda assim está alto. Precisa proibir carro de som. Se proibir isso, melhora muito.

PNotícias: o senhor já afirmou abertamente que tem vontade de ser governador da Bahia. O senhor acha que o PSB vai bancar essa vontade do senhor e lançar um candidato próprio nas próximas eleições?
Marcelo Nilo:
nas próximas eleições para governador nós não teremos coligações proporcionais, então eu acredito que todos os partidos vão lançar candidatos a presidente e vão ter que lançar candidatos a governador. O PSB com certeza terá candidato a presidente. Consequentemente teremos que ter candidato a governador. Eu quero ser candidato a governador. Pra você ser candidato a governador, você tem que ter três coisas: primeiro, Deus tem que querer e eu sei que Deus quer. Segundo, você tem que estar preparado e ter vontade de governador. Modéstia à parte, eu estou preparado, tenho um currículo que me permite ser candidato a governador. Sete vezes deputado estadual, uma vez deputado federal, dez anos presidente da Assembleia, fui governador interino por cinco vezes, fui escolhido pela imprensa 14 vezes consecutivas, como melhor deputado da Casa, e agora sonho em ser candidato a governador em 2022, mas depende do terceiro item que é o povo. Eu só serei candidato se o povo quiser. Terei dificuldades se o candidato for Jaques Wagner. Eu não gostaria de disputar com Wagner pela relação que nós construímos na caminhada da política. Mas, se Deus quiser, se o povo quiser e eu tenho muita vontade de ser governador e acho que estou preparado. O partido quer ter candidato a governador e é obrigado a ter candidato, senão não sobrevive, não elege deputados.

PNotícias: o governador recebeu duas críticas de dirigentes do PT por ter questionado até quando a prioridade vai ser o movimento “Lula Livre”, entre outras coisas. O que o senhor acha?
Marcelo Nilo:
primeiro, a entrevista foi muito boa. Tem dois fatos que são polêmicos. Primeiro, ele falar que o “Lula Livre” não deve estar na frente da campanha como o último escudeiro. O Lula disse essa semana que existem coisas muito mais importantes no Brasil do que o “Lula Livre”. Óbvio que o pessoal do PT interpretou de outra maneira. O outro item polêmico foi ele dizer que queria que o PT apoiasse Ciro Gomes. O problema é que na semana da entrevista Ciro disse que Lula era um preso comum, e não um preso político. Por isso, o pessoal do PT ficou muito magoado. Agora, a entrevista no geral é excelente. Ele se colocar como possível candidato é um fato, pois ele faz um excelente governo, ele é um homem preparado e respeitado. Para mim, é o maior gestor que conheci na vida. Tem uma tradição que vem dos berços do sindicato. Agora, pra o PT ouvir esses dois fatos foi ruim. Lula é um preso político, é o maior injustiçado desse país. Mas houve esses dois pontos polêmicos e acho que as pessoas interpretaram diferente do pensamento de Rui. Mas, Rui pelo menos teve o espaço na mídia nacional que para ele foi o objetivo principal.

PNotícias: o senhor acha que Bolsonaro consegue se segurar e ser candidato em 2022 ou Moro pode surgir como alternativa?
Marcelo Nilo:
olha, o presidente Bolsonaro é o mais impopular da história do País. Com oito meses de governo você ter quase 40% de avaliação ruim/péssimo é muito alto. Com oito meses era pra estar em lua de mel. Segundo, o Moro, se não fossem as gravações feitas com Dallagnol, ele era um candidato a presidente fortíssimo. Mas com essas gravações de muitas coisas não republicanas, como conluio entre procurador e juiz, maculou a imagem. Hoje há armas para detonar o Moro, tem argumentos pra mostrar que Moro não é esse santo todo que diziam.  Se não fossem as gravações, acho que Moro era um candidato fortíssimo, tanto é que Bolsonaro sente ciúmes do Moro.

PNotícias: o senhor assinou a CPI da Lava Jato?
Marcelo Nilo:
assinei, acho que CPI pra apurar, até se for pra inocentar, tem que existir. Há um fato determinante e grave. Moro não é Deus. Moro é um homem como todos nós somos. Ele foi importante no processo da Lava Jato, tem uma imagem quase imbatível, mas houve declarações confirmadas por terceiros. Ele não pode ficar nem abaixo, nem acima da lei.

PNotícias: pra finalizar, queria que o senhor comentasse essa movimentação para voltar com a reeleição na Assembleia Legislativa, quando já tinha sido acordado o contrário.
Marcelo Nilo:
olha, eu sou favorável à reeleição. Mas acho que será muito ruim para a Assembleia voltar com reeleição depois de ter acabado. Agora, eu sou a favor. Pelas informações que tenho, existe um acordo entre Nelson Leal e Adolfo Menezes, avalizado pelo governador, onde Nelson se elegeria agora pra ficar dois anos e Adolfo nos próximos dois anos. Eu tenho certeza que Nelson Leal é um homem de palavra e vai cumprir. Agora, é óbvio que tô fora do dia a dia da Assembleia e fica difícil opinar. Mas sou a favor da reeleição: quem é bom tem que ser reeleito, quem é ruim que vá pra casa procurar outra profissão. 

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