Entrevistas

Diretor de Serviços Públicos da Semop fala sobre ações da pasta durante pandemia do novo coronavírus

08 de Outubro de 2020 às 11h08 - Por: Redação PNotícias Foto: Divulgação
[Diretor de Serviços Públicos da Semop fala sobre ações da pasta durante pandemia do novo coronavírus]

Adriano Silveira detalhou as operações da secretaria em parceria com a prefeitura de Salvador

Em meio às tentativas de prefeitura de Salvador para conter a propagação do coronavírus entre os soteropolitanos, diversas ações vem sendo desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop). Em entrevista ao programa PNotícias, da Piatã FM, na manhã desta quinta-feira (8), o diretor de Serviços Públicos da pasta, Adriano Silveira, falou sobre as operações da secretaria que visam promover o distanciamento social e conter as ações de perturbação à ordem pública. De acordo com o diretor, os bairros mais denunciados por essas ações são Itapuã, Pernambués, Boca do Rio e Paripe. 

Confira entrevista na íntegra:

Jhonne: quais operações vem sendo realizadas pela Semop no combate à perturbação da ordem pública? 

Adriano Silveira: em parceria com meu grande diretor da Guarda Civil Municipal, Maurício Lima, e com o pessoal da Salvamar, nós atendemos todas as praias de Salvador relativo à questão do afastamento social preconizado pela OMS. Então todo esse cuidado, a prefeitura no comando do prefeito ACM Neto, o secretário Marcos Passos da Semop, a gente cuida pra que esse afastamento social seja mantido. Temos também a Operação Silere, em parceria com a PM e com a Guarda Civil Municipal, que é voltada mais para as questões de perturbação, onde envolvem as questões das festas de paredão onde normalmente a gente percebe um índice de violência em vários sentidos. Utilização de drogas, utilização de bebidas, prostituição infantil, enfim, uma série de irregularidades e de ilícitos ao qual nós precisamos do apoio da Polícia Militar, pra quem eu agradeço ao comandante-geral por todo o apoio que nós recebemos pra essa ação. É uma operação fundamental pra manter a ordem da cidade. Temos operação também de distribuição de cestas básicas aos ambulantes de bairros interditados, onde nós já distribuímos esse ano cerca de 13.400 cestas básicas. É uma operação fundamental comandada pelo nosso prefeito ACM Neto, que visa diminuir um pouco a dificuldade das famílias que tiveram seu ganha-pão atingido aí nesse período da pandemia. Temos também a Operação Cidade Dez Sucata Zero, que é uma operação também fundamental, que visa remover sucata sucata nos focos do aedes aegypti que é o causador da dengue, da chinkungunya, do zika vírus. Esse ano nós já notificamos 600 sucatas, 498 foram removidas da cidade, sendo que 273 apreendidas e 185 removidas pelos próprios proprietários na medida que recebemos as notificações. E temos também uma operação noturna em parceria com a Guarda Civil Municipal onde nós rodamos toda a Orla de Salvador, também voltada pra questão de desordem pública, pra que não ocorra nenhum tipo de problema com o cidadão soteropolitano. É uma secretaria que não para e estamos aqui pra apoiar a cidade no que for necessário. 

Jhonne: quais as principais dificuldades de atuação da Semop durante a pandemia? 

Adriano Silveira: o que eu posso dizer pra você de maior desafio é a questão do entendimento do cidadão relativo à sua participação nesse processo. Não adianta o poder público investir pesado na questão do ordenamento da cidade, na questão do trabalho socioeducativo que a Semop faz, se não tiver do outro lado um cidadão consciente. Hoje nós temos alguns decretos municipais que preservam vidas humanas, onde a gente não tem do outro lado a participação do cidadão. É lógico que não são todos, mas alguns cidadãos ainda não respeitam os decretos municipais. Isso pra gente é complicado porque a gente acaba muitas vezes sendo criticado na rua, por essa atuação. Sendo que, na verdade, o objetivo da secretaria junto com a prefeitura é salvaguardar vidas humanas. 

Jhonne: uma das grandes reclamações que a gente vem recebendo tem sido da perturbação de ordem pública, a questão dos paredões. Como vem sendo o trabalho pra coibir essas práticas? 

Adriano Silveira: é fundamental o cidadão registrar a ocorrência no nosso canal de comunicação que é o 156 pra que essa denúncia faça parte de uma marcha de atuação da nossa secretaria. Nesse período nós já fizemos ações em 38 bairros da nossa cidade, sendo que nessas ações nós já tivemos 77 apreensões de vários tipos de equipamentos. Equipamentos de paredão, equipamentos de som, o próprio som veicular que em muitas das vezes é de alta perfomance e isso acaba gerando desconforto sonoro e inclusive até doenças pra própria população. Os quatro bairros mais denunciados são Itapuã, Pernambués, Boca do Rio e Paripe. 

Jhonne: você acha que há alguma tendência de conscientização do público após a decisão do prefeito ACM Neto de fechar as praias novamente? 

Adriano Silveira: por força de segurança pública, o prefeito teve que fazer um novo decreto, fechando essas quatro praias pra que a gente não tenha aí essa situação de perder vidas humanas. O coronavírus ainda exige a necessidade de afastamento e a prefeitura segue rigorosamente o que preconiza a OMS relativo à questão do afastamento social, da necessidade neste momento de evitar locais onde possam ocorrer aglomerações. Essas quatro praias a gente vem acompanhando e monitorando e existia uma falta de respeito muito grande, partindo do próprio cidadão. Então hoje nós temos uma operação muito forte nessas quatro praias. Nós temos equipes fixas da Semop e da GCM, pra que não ocorra a questão da utilização dessas praias nesse período de pandemia. 

Jhonne: em relação ao ordenamento dos ambulantes que, de acordo com denúncias, tem tomado as ruas prejudicando o trânsito. Como a Semop tem agido nesse sentido? 

Adriano Silveira: Cajazeiras, por exemplo. Ontem eu estive lá conversando com os ambulantes da rótula da feirinha. Toda a prefeitura numa ação conjunta se preocupa com essa questão da desordem pública. Então, por exemplo, ontem nós já tivemos contato com o nosso secretário da Transalvador Fabrizzio Muller, pra cuidar de um projeto que o prefeito ACM Neto autorizou de construir um camelódromo na rótula da feirinha, justamente pra atender esse anseio da população. O comerciante informal hoje na nossa cidade é uma realidade, por isso precisa ser ordenado. Então não adianta a gente ter uma estrutura de investimento pesada que o prefeito ACM Neto faz pra organizar a cidade se a gente não tiver a participação do cidadão. Então ontem eu estive lá, conversei com os comerciantes informais, já vamos fazer a implantação do tapume da obra, a Transalvador está nos apoiando nesse sentido, os próprios ambulantes se conscientizaram. Conversamos ontem pra que eles criem um afastamento do local onde será feito a obra, pra que depois de ela ser entregue, e a meta do prefeito é entregar ainda esse ano, a gente possa fazer a instalação de equipamentos modernos pro ambulante, com uma cobertura isotérmica, com toda estrutura que dê aí uma qualidade de trabalho melhor pra que ele saia da rua e se sinta abraçado pelo poder público. Todos esses ambulantes já estão sendo catalogados, serão feitos protocolos pra que eles possam ter a licença deles, pra que eles possam trabalhar de maneira ordenada, sem prejudicar o direito de ir e vir do cidadão e também a questão da fluidez do trânsito da área. Então todas as precauções estão sendo tomadas e estamos fazendo investimentos aí no sentido de ordenar não só essa área de cajazeiras, como de todos os bairros de Salvador, como São Cristóvão, São Caetano, Sussuarana. Temos investimentos aí em toda cidade através do nosso prefeito ACM Neto, que realmente abraça essa causa junto ao nosso vice-prefeito Bruno Reis, pra que o ambulante tenha dignidade pra desempenhar o seu trabalho e possa levar o pão de cada dia para as suas famílias. 

Jhonne: como ficou o ordenamento dos food trucks localizado na praça Nossa Senhora de Aparecida. Já foi concluído? Como está a situação no local? 

Adriano Silveira: a praça Nossa Senhora de Aparecida é uma praça a qual existiu uma invasão de equipamentos de food truck. A Semop está aberta pra fazer um trabalho humanizado pra poder recepcionar o dono de food truck, o ambulante de rua, pra que a gente possa encaminha-lo pra que ele possa desenvolver o trabalho dele de maneira ordeira e licenciado. Em parceria com a Associação dos Food Trucks, em parceria com a Transalvador, nós fizemos o mapeamento da área, catalogamos os 20 food trucks mais vendidos e montamos 20 food parques pra poder abraçar essas famílias que ali já trabalham há muitos anos. Alguns food trucks nos não conseguimos abarcar na praça, por questão do tamanho da praça. Existia ali realmente uma concentração muito grande, prejudicando os comerciantes do Shopping Gaivota, dos próprios moradores que não conseguiam transitar e nós fizemos esse ordenamento em parceria com a Associação dos food trucks. Ao todo 20 famílias foram abraçadas nesses food parques e as outras famílias foram indicadas para as outras áreas da cidade. Existe um interesse de alguns food trucks que não puderam ficar na praça Nossa Senhora de Aparecida, de ir pra praça vizinha. Isso está sendo analisado, está em fase de estudo e eu acredito que a gente vai conseguir abraçar todas as famílias aí dos equipamentos de food truck. 

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